Aberto do Rio Pardo: Herik Machado continua a reescrever a história do golfe brasileiro
Jogar 18 buracos sem um bogey sequer, num campo desafiador com 6.870 jardas, greens muito rápidos, com velocidades superiores a 12 pés no stimpmeter, incluindo um temido green-ilha de 160 jardas, e ainda embocando um birdie a cada três buracos, foi o feito que Herik Machado, do Damha, conseguiu neste final de semana, em Iaras (SP), para vencer o 2º Aberto do Rio Pardo Golf com 66 tacadas, seis abaixo do par e seis à frente dos adversários. A rodada final, no domingo, 23 de março, foi cancelada depois que um temporal com raios e chuva muito forte caíram sobre toda a região, valendo os resultados do dia anterior.
“Nem consigo me lembrar da última vez que fiz uma volta bogey-free”, conta Herik, que venceu seu sexto torneio consecutivo no Brasil, na semana em que reestreou como número 1 do Ranking Nacional. “Deu tudo certo”, resume o gaúcho de Livramento, de pai uruguaio, que terminou 2024 com quatro vitórias consecutivas em torneios do Ranking Mundial Amador de Golfe, nos abertos do Damha, Rio Grande do Sul, São Paulo Golf Club e Sul-Brasileiro. Este ano Herik venceu a Copa de Oro, no Uruguai, ficou em terceiro (semifinal) do fortíssimo Amador da Argentina, e foi campeão do Aberto Bandeirantes.
“Meu objetivo nesta nova fase é jogar todos os torneios que possam melhorar meu golfe”, diz Herik, que havia abandonado a carreira no final de 2018 e só retornou ao esporte em 2024 graças ao apoio da Inove, do empresário Almir Oliveira, de São Carlos. “Queria muito jogar nesse campo do Rio Pardo, que está entre os melhores que já conheci”, elogia o campeão do torneio válido para o ranking da Federação Paulista de Golfe (FPGolfe), o que fez Herik ampliar ainda mais a sua liderança também no ranking estadual.
Mais destaques – Com Herik disparado na frente, a maior emoção deveria ser a disputa pelo vice-campeonato entre cinco jogadores separados por apenas uma tacada. “Quem foi que convidou o Herik para brincar com a gente?”, brinca o bicampeão sul-americano sênior Luiz A. P. Almeida, o Gugu, do São Paulo, terceiro colocado de 2024, que jogou 73 e estava no grupo de cinco jogadores que tiveram o desafio final frustrado pelo mau tempo. Com isso, o troféu de vice-campeão ficou para Léo Yoshikawa, de Bastos, que jogou o par do campo e superou Igor Cruz, da Damha, no desempate pelos últimos seis buracos.
Gugu terminou em quarto, com uma acima, empatado com Pedro Salioni, do São Fernando, e com Felipe Cobra, do Clube de Campo, que continua sua ascensão no ranking paulista, depois de ter entrado para os Top 10 com um quarto lugar no Bandeirantes. Ricardo Nascimento (74), do Arujá; Marcos Ebisawa (76), de Bastos; Denis Meyer (77), da Rio Pardo; Matheus de Paula (78), do Damha; e José Guilherme Thome (78), do Alphaville, completaram os Top 10.
Handicaps – Na classificação por handicaps índex até 8,5, o campeão foi Ricardo do Nascimento, com 67 tacadas net, seguido por Felipe Cobra, com 68, e por Pedro Salioni, que completou o pódio, com 70. Na 8,6 a 14 foi premiado o campeão gross, Daniel Rolim, do São Fernando, com 79 tacadas, e os dois melhores net, de Célio Kanesaki, do Imperial, com 71, que levou o troféu de campeão nos critérios de desempate, deixando Mauricio Russomanno, do São Paulo, com o de vice-campeão.
Na 14,1 a 19, 4, o campeão gross foi Ricardo Barbosa, do Lago Azul, com 83 tacadas. Os melhores net foram de Paulo Cesar Goncalves, do Rio Pardo, campeão com 70, e de Alexandre Shayeb, de Bauru, vice com 71. E na 19,5 a 25,7, o pódio teve Carlos Mattos Ferreira, do Santo São Vicente, campeão gross com 92 tacadas. No net, Otavio Furtado do Val Rocha, do Ipê, de apenas 11 anos, estreou em competições adultas sendo campeão net, com 72 tacadas, no desempate com Alberto Pi, do São Fernando, que levou o troféu de vice-campeão.
Houve ainda uma categoria para jogadores com handicap índex de 25,8 em diante. Marcel Maschietto, que compete pela FPGolfe, quebrou as 100 tacadas (99) pelo segundo torneio consecutivo para ser campeão com 38 pontos, mesmo total de Eduardo Benedetti, do Ipê, que levou o troféu de vice-campeão. Edvaldo Aurelio Salvador, do São Paulo Futebol Clube, somou 37 e perdeu o pódio por apenas um ponto.
Premiação – Mauro Batista, diretor do torneio, apresentou a entrega de prêmios que teve a mesa formada por Francisco Abdalla, Toninho Abdalla e Mauro Paes Almeida, do Rio Pardo, e Ademir Mazon e Flavio Maschietto, da Federação Paulista. O torneio terminou com um churrasco oferecido pelo clube.
O 2º Aberto do Rio Pardo Golf teve patrocínio de XP Private Bank, Cyrella, UniFSP, Bradesco Global Private, Pinheirão, Trojan Unipac, Banco Luso Brasileiro, Mistral, Michelin, Çã e Royal Carts, que ofereceu um cart de golfe para quem fizesse hole-in-one no green ilha do buraco 12, que não teve ganhador.
Fonte: O Portal Brasileiro do Golfe