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Oportunidade histórica indo para o ralo

27/06/2016

A excepcional oportunidade de promover o golfe no Rio2016, no seu regresso às Olimpíadas após 112 anos, está indo para o ralo.

O levantamento do noticiário internacional e nacional sobre o golfe nos Jogos está mais para boletins de alerta da Organização Mundial da Saúde, com a desistência de vários integrantes da elite mundial por receio de adoecer por Dengue, Chikungunya ou Zica e outros pelos dados de insegurança pública.

Os críticos dos grandes golfistas que desistiram do Rio2016 estão dando disseminando nas grandes sociais, especialmente no Brasil, que esses atletas tinham receio de ser pegos no exame antidoping dos jogos.

Até recentemente, o golfe era exemplo de fair play entre todos os esportes para a mídia geral e entre os apreciadores de outras modalidades. Já mudou para pior.

Nem mencionaremos o impacto da declaração de calamidade pública por razões financeiras, a crise política, o descredenciamento do laboratório olímpico do Rio, a falta de despoluição de águas da baia de Guanabara...

Do ponto de vista técnico do ranking mundial, com as desistências e limitação de atletas por países potências, a disputa olímpica no Rio ficou mais perto de um torneio de nível Web.com Tour ou Tour Asiático que de uma competição do PGA Tour ou Tour Europeu.

Os números não mentem. A realidade sempre é mais forte que as projeções, planos ou discursos. Uma vez que passem os Jogos, a realidade mostrará o real legado no mundo da volta do golfe nos Jogos.

No golfe brasileiro o tempo pós-Jogos mostrará se a divulgação da modalidade ajudou ou não para aumentar o número de praticantes com handicap, estancado em 10.000 jogadores desde o ano 2000.

Fica um magnífico legado físico para o golfe brasileiro, o campo olímpico, de primoroso manejo ambiental e técnico, construído com recursos privados compensados com a tripllicação do gabarito para torres habitacionais no terreno do investidor.

Aos Deuses do Olimpo: Após tantas dificuldades para o golfe mundial na sua volta aos Jogos de 2016, pelo menos permitam que esse belo campo no Rio fique aberto ao público por várias décadas, com preços de green fee acessíveis para a maioria dos amantes do golfe.

* Guillermo Piernes é palestrante, consultor e escritor. Autor de Liderança e Golfe - O Poder do Jogo na Vida Corporativa.   www.guillermopiernes.com.br - piernes@golfempresas.com.br